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  • brita 15/07/2011 12:35 AM Permalink | Responder  

    Meu caderno de campo virou livro de poesia 

    Casa nova, vida nova!

    Tempo de mudança.

    Levo comigo minha bagagem,

    de memórias e de experiências,

    elas fortalecem meu espírito,

    que nunca se cansa de aprender.

    Levo comigo meu passado, minha escrita, meu livro de história, minha psicologia. Mudança não é destino, é trajetória. Sigo meu curso com minha bagagem, e a cada pausa no caminho me dou conta de que meu caderno de campo virou livro de poesia, a velha mesa de costura serve agora de mais novo altar dos meus deuses internos. Estagnação? Quem te acredita? Descubro aquilo que sempre soube mas nunca soube entender. Vida é movimento. Nada é por acaso e tudo é como deve ser. Meu eterno presente nunca igual. Mudança é transformação.

    Minha morada, minha fortaleza,

    como podes com tuas portas firmes

    e tua couraça heróica

    ser ainda assim o lugar de tamanha aventura?

    Divirto-me em meu próprio ser, iludo-me

    e me conquisto a cada dia.

    Tu és o lugar dessa dança.

    Meu casulo, minha morada,

    não te escondo, não te mostro,

    sou daqueles que sabem querer.

    Gosto de brincar contigo,

    abrir e fechar tuas portas e janelas,

    rodopiar minha silhueta através dos teus vidros.

    Estou aqui, estou ali, para quem veja.

    E puxo o trinco para deixar penetrar os ares da bem-aventurança e todos os outros ares que são bem-vindos. Entrem, entrem, e fiquem um bocado. Gosto da vossa companhia. Teus espíritos me dão alegria. Mas quando chegar a hora de partirdes, eu estarei livre e vós também estarás, porque o belo não existe na prisão e quero cotinuar a admirar-vos.

     

     
    • Viktor 0:47 em 15/07/2011 Permalink

      minha morada
      minha na morada

    • Alessandra 20:02 em 12/09/2011 Permalink

      Carol, estava limpando meus e-mails e vi o seu com o link do blog. Que bom saber que continuas blogueira. E ainda poeta. Muito orgulhosa da minha amiga. Não vejo a hora de ter minha casinha tb. Mil bjos e saudades

    • brita 0:41 em 24/11/2011 Permalink

      Alezita,
      Tou uma blogueira pouco assídua, infelizmente. Dá pra notar pelo atraso na resposta, ne? E poeta eu nunca fui, quem dera! :)
      Ter nosso cantinho é tudo de bom. É um espaço que nos acolhe, independentemente do nosso humor. Um lugar onde o coração fica mais leve, a mente fica mais leve, e até meu corpo aqui tem uma energia especial. Estou só no começo, Alezinha, mas sei que esse é um momento crucial de cultivo. Que nasçam as flores e os frutos no futuro. Me conte as novidades desse seu projeto, fico aqui na torcida pra que ele se realize logo. beijocas muitas procê.

  • brita 18/02/2011 1:25 AM Permalink | Responder  

    O mundo mágico de Escher 

    Fita de Moebius

    “O mundo mágico de Escher”, este é o nome da exposição inaugurada em 18 de janeiro que, ao menos aos domingos, está criando longas filas no CCBB. O título da mostra faz jus à criatividade de Maurits Cornelis Escher, o artista plástico holandês que esculpiu mundos impossíveis em madeira e nos ofereceu suas criações em fantásticas xilogravuras. Outra modalidade artística intensamente trabalhada por Escher foi a litografia. Retratando paisagens e construções em ângulos inusitados, unindo em uma única imagem diferentes perspectivas de um mesmo cenário como se estas partes formassem um todo lógico e ordenado, ou ainda ilustrando arquiteturas que parecem perfeitas num relance e que só um olhar mais comprimido revelará a sua natureza infactível, Escher nos toma de surpresa, nos faz abrir sorrisos no seu jogo de revelar-se. Pintando a contradição, é comum que não possamos apontar certezas nas figuras do artista, afinal, aquilo sobe ou desce?, está para dentro ou para fora?, isto é um piso ou um teto?, está em cima ou embaixo? Quem pode arriscar-se? E que tal projetar o submundo das incertezas na nossa tão sólida e concreta realidade? Brincar com dimensões caminhando sobre uma fita de Moebius é coisa pra poucos? Se não formos pobres formigas que andam sempre em linha reta pensando seguir o curso de um plano… pode até ser divertido. Passear pelo mundo de Escher é como andar pelo País das Maravilhas e ter de lidar com o inesperado e com a nossa própria imaginação. Seus desenhos ganham mesmo vida, são répteis bidimensionais que repentinamente ganham volume, adentram nosso mundo, bufam e retornam para seus papéis, são literalmente mãos que ao mesmo tempo desenham e são desenhadas. Escher ordena o mundo desafiando a sua lógica, usa formas geométricas e regularidades para ilustrar impermanência e transformação, cria estruturas inexequíveis e nos faz acreditar nelas. Que sedutora provocação!
    A exposição está fantástica, cheia de jogos e espaços interativos. Não faltam animações para nos apresentar a estrutura lógica de seus trabalhos e os processos de criação. É, a sala de vídeo teve um pequeno imprevisto e não se sabe ao certo se naquele dia houve ou não uma nova sessão. Deixou um gostinho de quero mais e um bom pretexto para ver tudo de novo.

     
  • brita 30/08/2010 12:39 AM Permalink | Responder  

    A metáfora criadora: Nietzsche e o deslocamento do conceito de Deus para a metáfora do super-homem 

    Em Assim falou Zaratustra, Nietzsche faz uso de um encadeado jogo de ricas metáforas para trazer à tona alguns temas recorrentes em sua filosofia, dentre eles o uso da metáfora como recurso de criação de sentidos. Ali, o filósofo não trata diretamente da metáfora, mas se faz expressar o tempo todo através dela. É por intermédio dela que, em uma crítica ao cristianismo e à dualidade metafísica, Zaratustra anuncia a morte de Deus. Este, como conceito primordial que simboliza a essência e a verdade para além do mundo sensível – que, em uma visão cristã, é um mundo maiávico, perene, que se contrapõe à eternidade e à infinitude do paraíso divino -, afirmando a existência de um mundo superior, perfeito e imutável, é, por esse aspecto, a própria face do desprezo pela vida, pelo fluxo da realidade terrena.
    Em seu escrito “Sobre a verdade e a mentira em sentido extramoral”, Nietzsche valoriza a metáfora em detrimento do conceito, o qual se estabelece socialmente como verdade absoluta através do esquecimento da própria origem metafórica do conceito. Esta origem reside no impulso de dar nome às coisas, que não é senão um impulso criador, um processo de abstração metafórica que nomeia objetos que nada contém em si daquele som que se cristalizará em conceito da coisa nomeada. O impulso de dar nome é seguido de um outro instinto, o instinto da busca pela verdade. É exatamente este instinto que promove o esquecimento da origem e a cristalização da metáfora em conceito.
    A grande questão trazida por Nietzsche é que este esquecimento do acordo inicial é o próprio pai de toda moralidade. É através dele que se criam verdades, conceitos rígidos e imutáveis. Voltando a Zaratustra, é então que anunciando a morte de Deus, ele anuncia, em verdade, a morte da moralidade cristã. No entanto, sob o risco de cair em uma compreensão niilista, Nietzsche sustenta sua idéia da transvaloração dos valores, isto é, a criação de novos valores, novos sentidos e novas interpretações. E se já não é Deus quem dá sentido ao mundo, então há que ser o próprio homem. E não mais um único sentido será o bastante, porque agora são múltiplos os caminhos e as possibilidades. O poder criador é o próprio sentido, criar é transvalorar, é mudar, é fluir, é construir o novo. E o poder criador será trazido por Nietzsche na convocação da metáfora do super-homem. Agora já não há ausência de sentido, o vazio niilista foi preenchido. O super-homem é aquele que pode construir e desconstruir mundos, que pode inventar-se a si mesmo, que pode colorir de sentidos o universo, ele é aquele que detém a criadora pulsão metafórica, é o novo criador, o homem se tornou Deus.
    Tomando o homem como criador e criatura de si mesmo, Nietzsche distancia-se do conceito de um Deus externo, perfeito e inalcançavel, que pode apenas ser amado e obedecido. Afastando-se da idéia de homem como seguidor, o filósofo desloca o conceito de Deus, transmutando-o na metáfora do super-homem. O super-homem, por sua vez, não é também algo de absoluto que existe em algum lugar dentro do homem, ele coincide com o próprio homem e toda a sua pulsão criadora. A capacidade de metaforizar, de trazer sempre novos e outros sentidos, de interpretar e tomar diferentes direções nas leituras sobre o mundo é o que torna o homem criador, é o que o faz um super-homem.

     
    • Ricardo 20:27 em 23/11/2011 Permalink

      você errou o nome do Nietzsche no título do seu trabalho e isso nao é bem visto. Mas o ensaio é muito bom.

    • brita 23:45 em 23/11/2011 Permalink

      Ricardo,
      tem razão, já consertei o erro. ;)
      Obrigada pelo comentário!

  • brita 04/05/2010 2:27 PM Permalink | Responder
    Tags: Alice, , , País das Maravilhas, Tim Burton   

    Alice in Wonderland 


    O mundo maravilhoso de Alice despertou para a realidade na versão de Tim Burton. De sonho, os personagens fantásticos adquiriram vida real para a vida de Alice. E deu mesmo pena do Chapeleiro quando cogitou a possibilidade de existir apenas no imaginário onírico da menina, que, aliás, cresceu e agora tem 19 anos. Mas, por outro lado, se ele fosse mesmo tão louco, até poderia ter ficado orgulhoso de fazer parte deste universo excêntrico e instigante, em que coisas supostamente impossíveis tornam-se corriqueiras. E num mundo de lógicas invertidas, ou, quiçá, sem nenhum resquício de lógica, vemos animais falantes, gatos sorridentes que voam e desaparecem, rainhas brancas fazendo benfeitoras magias negras, monarcas cabeçudas que talvez por isso despreze as cabeças alheias, e muita, muita loucura, embora mais imaginada pelos personagens do que verdadeira, mesmo para aquele mundo sem nexo.

    Quanto à cabeçuda, ou acumula as cabeças que corta ou tem mesmo uma enorme cabeça oca, o que é bem mais provável, porque como boa Rainha de Copas, é totalmente emocional, desconhece a razão em si mesma e a despreza nos outros. Diferente da sábia lagarta, que não morre, se transforma e, em seu máximo esplendor, vira borboleta. Isso é que é sabedoria!

    Alice, mais corajosa do que nunca, adapta-se perfeitamente bem aos mundos subterrâneos. Destemida, não demora a se afirmar como um ser especial que veio da superfície, e não fosse Alice ela mesma, não teria cruzado os túneis que levam ao mundo interior. O mais curioso: o interior se reflete no exterior, os personagens do mundo de dentro encontram suas contrapartes no mundo de fora, provando que nem o mundo de lá é tão louco, nem o mundo de cá é tão normal. Alice tem que fazer esta viagem interna para aprender a lidar com o seu mundo externo. E quando retorna à superfície, já sabe fazer suas escolhas e tem as suas próprias respostas.

     
  • brita 08/04/2010 3:04 PM Permalink | Responder
    Tags: avatar, , , Na'vi   

    Avatarize-se 


    Por certo este post chega agora com algum atraso, mas já que, como se repetissem constantemente que não gostariam de ser esquecidas, as impressões que Avatar me causaram volta ou outra tornam a povoar a minha cabeça, resolvi externá-las. Isto pode ajudá-las a eternizarem-se, como possivelmente desejam.
    É extremo consenso que Avatar é um filme com um visual impressionante, não ouvi ainda qualquer comentário que não valorizasse a exuberante beleza do mundo Na’vi. O que não é consonante é aquilo que está para além do que o olhar sensí­vel é capaz de captar. A beleza dos Na’vi não está apenas na exuberância do seu mundo, eles são dotados de uma pureza que não é ingênua, senão sábia. Sua conexão com a natureza é tão real, tão presente em suas vidas que chega a ser explicitamente física. Na verdade, a oposição homem-natureza deixa de existir no universo Na’vi. O pretensioso egocentrismo humano, que supõe ser a cultura algo diverso da natureza, que está acima dela e a domina, não é sequer imaginável  para essa sociedade. Ali o homem se reconhece no mundo, percebe em si mesmo, em seu modo de vida, em sua capacidade de pensar e de ser humano uma das infinitas formas de expressão do universo.

    Jake Sully chega neste lugar como um ser puro, mas ingênuo, infantil. Com o passar do tempo ele próprio aprende, amadurece, e se torna sábio. Dentre os mais importantes ensinamentos passados a Jake está a capacidade de domínio do instinto animal, desde o mais simples e fácil de domesticar ao mais livre e selvagem. Isto não sem alguma luta. Quem viu o filme, e quase todos o fizeram, pôde acompanhar Jake inicalmente tentando dominar o cavalo, a necessidade de estabelecer uma conexão com o animal para dominá-lo, e quando Jake o consegue e seus pensamentos assumem o comando do animal, temos uma rica expressão metafórica da superioridade do mental sobre o emocional, da capacidade do mental de assumir o controle quando verdadeiramente o queremos. Jake não encontra grande dificuldade para dominar o animal terreno, de instinto doméstico e pouco livre, o grande desafio dos Na’vi é o animal alado, selvagem, arisco e de alta mobilidade. Em outras palavras, os instintos mais fortes, que são geralmente mais difíceis de serem controlados. Para isto é preciso já ter alguma maturidade e lançar-se em uma luta hostil, que pode levar a um enorme precipí­cio.

    Outra correlação interessante com a nossa realidade é a presença das instituições que representam o Estado, a iniciativa privada e a ciência. Todas morrem, mesmo a ciência. Esta, apresentada sob um arquétipo positivo na figura da Dra. Grace, não deixa de ser uma instituição fundamentalmente materialista. O homem se define como um ser racional, habilitado para a vida em cultura, em sociedade. Apartado da natureza, ele antes se sobrepuja a ela, constrói grandes edifícios e monumentos que marcam sua história. Frequentemente, no entanto, o tempo vem lhe dizer que suas construções se deterioram, suas instituições se corrompem, se esvaziam em sentido e perdem seus objetivos, sua superioridade racional é traída por sua própria natureza pensante. Sim, sua natureza, e falamos em natureza enquanto universo, corpo único, repleto e coordenado, que contém em si uma enorme diversidade, inclusive a diversidade pensante. As instituições são passageiras e bem o sabem os  Na’vi, valorizam o transcendente, a relação e o respeito com o outro, porque conhecem sua profunda ligação com o todo. Mentes poderosas, não podem ser ditos fracos, sequer primitivos. São evoluí­dos, são elevados, grande parte da beleza visual que se oferece neste filme é construída pela própria expressão psíquica e cultural do povo Na’vi. A expressão maldosa, quando bela, disseca boa parte desta beleza que lhe envolve, mas quando o bom se une ao belo, torna-se magní­fico. Saí­ do cinema com vontade de ser azul.

     
    • viktor 23:16 em 06/05/2010 Permalink

      Interessante a tua fala, pq o embate entre cultura (eu diria até civilização, mais do que cultura em si) e natureza que você aponta me fez lembrar muito o MobyDick, do Herman Melville. É como se os Na’vi azuis fossem um cardume de baleias cachalote brancas, todas contra o civilizado e racional capitão Ahab. Avatar tem uma linha narrativa muito próxima a MobyDick desse ponto de vista.

      Sobre a cena do cavalo, me evoca a condição dos centauros (ou sagitários), com o mental dominando o emocional ou terreno. E, por isso, é difícil dominar o “aéreo”: porque o ar é elemento do mental. Dominar o “ar” é dominar o próprio mental, é conquistar a sabedoria.

      Por fim, “iniciativa privada”, “ciência” e “Estado” (na figura das “Forças Armadas”, que são apenas um braço do Estado, é claro) são representações idílicas de castas. E uma casta não pode aniquilar a outra, porque, em última instância, sua existência é dependente da de sua concorrente direta.

    • brita 1:04 em 24/11/2011 Permalink

      bem lembrado, o controle do vôo é o domínio do mental, que tem o ar por elemento. Então o domínio do alado não é o dos instintos, mas da mente. Muito bom!

  • brita 17/03/2010 6:55 PM Permalink | Responder  

    Por que filosofia? 

    Ocupar-se com os pensamentos, seus e de outros, surpreender-se com o que há de mais óbvio, testar novos olhares sobre as mesmas coisas, questionar os modelos e parâmetros existentes, pôr em xeque tanto a realidade como a ilusão, criar novos paradigmas, refletir sobre a origem e as causas das coisas. Querer, buscar, compreender os porquês, e encontrar, e refutar, e criar. Grandes homens se entregaram a grandes questões e generosamente devolveram para o mundo suas mais incríveis elucubrações, eles arrebataram o mundo com suas idéias revolucionárias, transformaram o pensamento de outros grandes e pequenos homens, e alteraram a vida de muita gente. Mudaram o mundo, mudaram a forma de pensar, de ser e de agir, alguns em sua própria época, outros somente quando suas obras foram descobertas ou quando a humanidade alcançou o estado de consciência necessário para compreendê-los. Esses seres nos inspiram, é impossível conhecê-los e não se tornar outro. Ora, se não foi um deles a declarar que “um mesmo homem não pode entrar duas vezes em um mesmo rio”? Nos transformamos a cada instante, nos permitimos transformar pelos outros e por nós mesmos. E quando nos deparamos com homens que só com seus pensamentos nos arrebatam o espí­rito, esses miúdos instantes de êxtase são capazes de metamorfosear uma vida inteira. Mudamos o curso, construímos uma nova história e entregamos nossas próprias mentes ao novo. E de que outra forma poderia ser, se já temos as bases? Nossos pensamentos já não são os mesmos dos que viveram milhares de anos atrás, vestimos hoje uma nova roupagem e costuramos os tecidos das vestes futuras. E se, por conta de toda a trajetória material, emocional e intelectual da humanidade, o mundo se tornou tão pequeno, grandes são ainda os mistérios que nele habitam. E havendo ainda tanto por ser revelado, tantas causas a serem imaginadas ou descobertas, retomamos a pergunta: por que filosofia? Podemos então supor que a própria pergunta contém em si uma possí­vel resposta. Afinal, a pergunta “por que” não é ela mesma  uma questão essencialmente filosófica? Poderíamos então responder apenas: filosofia por quê! Digo um pouco mais por mim que: filosofia pra ser, pra saber e pra viver. Filosofia com causa, com razão, filosofia por quê!

     
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